segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Caramujos infestam rio que corta a cidade


Primeiramente o caso incomum fora observado por moradores que, ao passar pela ponte que da acesso ao bairro Niterói, se depararam com a cena. Logo em seguida, vendo o que acontecia, resolvemos comunicar o caso. De uns tempos pra cá, um grande número de caramujos e seus ovos vem aparecendo nos rios e às margens do rio que corta a cidade. Com a seca, a visibilidade dos animais é mais clara. 


Embora os caramujos tenham aparecido em maior número, não é isso o que preocupa, e sim as doenças que podem acarretar em contato com o ser humano. Além das várias que se pode transmitir, o caramujo é  o hospedeiro de uma das doenças mais perigosas: a esquistossomose. A infecção ocorre quando a pele entra em contato com a água doce contaminada com o parasita do tipo Schistosoma.

Quando uma pessoa infectada urina ou defeca na água, ela contamina o líquido com os ovos de Schistosoma. Esses ovos eclodem e invadem os tecidos de caracóis que vivem naquele lago ou rio. Os parasitas então crescem e se desenvolvem no interior dessas lesmas. Após crescerem, os parasitas deixam o caracol e penetra na água, onde podem sobreviver durante cerca de 48 horas. O Schistosoma é capaz de penetrar na pele de pessoas que pisam descalças, nadam, tomam banho ou lavam roupas e objetos na água infectada.

Dentro de algumas semanas, os vermes crescem no interior dos vasos sanguíneos do corpo e produzem ovos. Alguns desses ovos viajam para a bexiga ou intestinos e são passados para a urina ou fezes.

A esquistossomose é uma doença que leva a problemas de saúde crônica. Vários milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de patologia grave em consequência da esquistossomose.

(texto: www.minhavida.com.br)


Embora não se saiba ao certo qual a espécie desses animais e se são compatíveis à transmissão da doença, é bom que sirva de alerta para os moradores e aos órgãos responsáveis para que tomem conhecimento da causa.




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