quinta-feira, 16 de outubro de 2014

EMATER-MG DIVULGA BALANÇO SOBRE EFEITOS DA SECA EM TOMBOS


A EMATER-MG em Tombos divulgou o 1º balanço sobre os efeitos da longa estiagem que assola a região sudeste do Brasil e consequentemente nosso município. Segundo informa o Extensionista Emerson Silva, os efeitos da seca já começam a ser sentidos e causam grande preocupação no meio rural, visto que muitas propriedades já não possuem mais água de nascentes disponível  para o consumo humano, sendo necessária a construção de poços semi artesianos para o abastecimento. No caso dos animais destinados a produção de leite e carne, muitos produtores estão adotando a rotação de pastagens, levando o gado para outros locais onde ainda existe disponibilidade de água. De acordo com o levantamento, a queda na produção de leite já é uma realidade, uma vez que as forrageiras (capineiras e cana de açúcar) destinadas a alimentação já estão se esgotando, e com isso o produtor tem diminuído o fornecimento deste complemento alimentar causando a queda na produção. Estima-se que a produção diária esteja na casa dos 10,5 mil litros por dia, ou seja uma queda de 30% em relação as condições normais para esta época que seria de 15 mil litros por dia. No caso do café, que é o principal produto das regiões mais altas como Água Santa de Minas e Catuné, existe a expectativa de que a próxima safra possa sofrer nova queda, uma vez que muitas lavouras já abriram florada e sem chuva o vingamento dos frutos é pequeno, além de que as altas temperaturas registradas provocam abortamento de flores. Vale ressaltar que as lavouras de café já encontram-se bastante debilitadas em função da falta de chuvas ocorridas no início do ano que não permitiram uma adubação adequada. As culturas anuais como feijão, milho, arroz estão com o plantio atrasado,  além das pastagens degradadas,causando prejuízo aos agricultores.


Segundo os dados apurados, choveu em Tombos entre janeiro e setembro deste ano, cerca de 400 mm, sendo que o normal seria uma precipitação de 790 mm no período, de acordo com a média histórica. Para piorar a situação temperaturas extremamente elevadas no início da primavera, chegando a casa dos 40 graus estão provocando focos de queimadas e uma piora considerável na qualidade do ar, além da umidade relativa persistir na casa dos 20%, considerado estado de alerta.
A EMATER-MG tem orientado os produtores rurais em ações específicas para atenuar estes problemas que a cada ano se tornam mais preocupantes, entre diversas outras ações, intervenções que aumentem a infiltração da água das chuvas no solo, fator essencial para aumentar a vazão das nascentes e/ou olhos d'água, inclusive em áreas de pastagens. O rio Carangola atingiu um volume de água mais baixo da história, chegando a apenas 90 cm de profundidade.




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